Lendas

A região norte é rica em lendas e a maior contribuição foi, com certeza, a dos indígenas que, antes mesmo da chegada dos exploradores estrangeiros, já possuíam tradições e lendas que transmitidas de geração em geração pelos pais e avós ao pé da fogueira, ao brilho do luar e das estrelas chegaram aos nossos dias.

Aqui, algumas lendas de Roraima, estas estórias fantásticas que nossos antepassados fizeram chegar até nós.

Roraima AdventuresA Boiúna
Para o caboclo, o encanto da Cobra Grande se manifesta na contemplação da natureza do rio, distanciada do cotidiano através do imaginário; é quando a Boiúna (boi = cobra, una = preta) surge, causando medo, fascínio e influenciando as populações ribeirinhas, ora encarnada num grande barco iluminado, na lenda do navio transatlântico, ou através de inúmeras outras narrativas, como a da lenda que explica o surgimento da noite e outras coisas.

Segundo essa lenda, antes da noite existir, Moiaçu, filha da Cobra Grande, se casa e recebe do pai um caroço de tucumã (fruto da palmeira Astrocarium Tucuman) contendo a noite dentro dele. Outra lenda diz que uma linda índia cunhãmporanga, princesa da tribo, ao apaixonar-se pelo Rio Branco, foi transformada numa imensa cobra chamada Boiúna, pelo enciumado Muiraquitã.
A Boiúna é tida na região como protetora daquele rio, ajudando os pescadores e punindo aqueles que predam suas águas.

Makunaima
O Sol era apaixonado pela Lua, mas nunca se encontravam. Quando o Sol ia se pondo, era hora da Lua ir nascendo... E assim viveram por milhões e milhões de anos...

Roraima Adventures
Uma enorme montanha, muito alta, repousa no meio dos imensos campos de Roraima. Em cima, um vale de cristais e um lago de águas cristalinas, os quais reservam para si os mistérios da natureza. Um belo dia, o Sol atrasou-se um pouco (eclipse) e o tão ansiado encontro aconteceu. Seus raios dourados refletiram, juntamente com os raios prateados da Lua, no lago misterioso... Nesse encontro, Makunaima foi fecundado!

Makunaima curumim esperto, cheio de magias, teve como berço o Monte Roraima.... Cresceu forte e tornou-se um índio guerreiro; os índios Macuxi o proclamaram herói de sua tribo.

Roraima AdventuresMonte Roraima
O Monte Roraima é uma formação da era pré-cambriana, a 2.875 metros de altitude.

Conta uma lenda dos Macuxi, referente ao imponente Monte Roraima, que no passado, não havia ali nenhuma elevação, não se encontrava nenhum planalto, as terras ali eram baixas, alagadiças, próprias para capivaras e aves aquáticas. Nas vizinhanças viviam diversas tribos indígenas, muito mais do que hoje vivem.
Certo dia porém, sem que os pajés pudessem explicar, nasceu nesse local, uma viçosa PARURU (bananeira), planta nunca vista naquelas paragens. Em pouco tempo aquela árvore cresceu assustadoramente dando belos e incríveis frutos. Todos ficaram estarrecidos com aquilo, mas um aviso divino aos pajés proibiu que se tocasse na árvore ou nos seus frutos, alegando que se tratava de um ser sagrado. Se essas recomendações fossem desobedecidas, a caça desapareceria, os frutos murchariam e a terra tomaria forma diferente. Ninguém, então, ousava tocá-los, eles eram sagrados e PAABA (deus) não gostaria de ver sua determinação desrespeitada.

Ao alvorecer de um belo dia, as populações indígenas foram tomadas por indescritível surpresa: Alguém, quem não se sabia o nome, havia cortado criminosamente a bananeira e roubado o cacho precioso, cujas bananas estavam amareladas qual ouro do Quinô. Em poucos instantes a natureza protestou violentamente. Trovões, relâmpagos abalaram as populações espavoridas. As caças corriam para longe, as aves voavam alto em revoada e cantavam um canto triste de despedida. Enquanto isto acontecia, desabava uma pesada chuva, e do centro da terra, tão baixo que era, começava a surgir, espetacularmente, o Majestoso Monte Roraima, alteando-se cada vez mais e mais, de modo assustador, ostentando um formoso diadema de nuvens, que até hoje lhe orna a fronde altaneira, no azul do infinito.

Roraima AdventuresTepequém
A Serra do Tepequém teve seu nome originado das palavras indígenas "Tupã queem" que quer dizer "Deus do fogo". Vulcão extinto há alguns milhares de anos, com uma altitude de 1500 metros acima do nível do mar, tem o topo cortado por um vale que abriga duas lindas cachoeiras (do Paiva e do Sobral).

Conta uma lenda Macuxi que um imenso vulcão que vivia sempre "zangado", jogava longe as suas lavas queimando e destruindo tudo a sua volta. Os índios daquela região já se encontravam desesperados, pois não havia mais o que caçar ou pescar. O fogo destruía as roças de macaxeira, banana, o buriti e o tucumã, os animais, fugiam assustados, os pássaros já não sobrevoavam mais a região.

Um certo dia, um pajé convocou a todos da tribo para se reunirem e em volta da fogueira, o pajé recebeu uma mensagem: "Teriam que ser sacrificadas três virgens, só assim aplacaria a fúria do vulcão". As três mais bonitas cunhãs virgens se apresentaram para realizar o sacrifício em benefício do seu povo, e num ritual, num sublime gesto de renúncia, atiraram-se dentro do vulcão. Aceito o sacrifício, viu-se aplacada a fúria do vulcão que parou de lançar suas lavas, em vez de fogo, começou a jorrar diamantes. O vulcão, hoje, é a grande Serra do Tepequém, que tem a sua frente três lindas serras que representam as virgens sacrificadas.

Yanomamis
A lua vivia no corpo de um grande pajé. Quando ele morreu, ela saiu a vagar pelo céu mas regressou à terra para comer a cinza dos seus ossos. Quando a viram, os parentes do pajé dispararam flechas contra ela mas as flechas caíram por terra, sem feri-la. A lua se esquivava delas, escondendo-se atrás das nuvens. Mas no final uma flecha a alvejou e a Lua começou a sangrar sobre a terra. Dessas gotas de sangue nasceram os yanomami.

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