| Calendário de Saída | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
|
| Dom | Seg | Ter | Qua | Qui | Sex | Sab |
|---|
| 01 | 02 | 03 | 04 | |||
| 05 | 06 | 07 | 08 | 09 | 10 | 11 |
| 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 |
| 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 |
| 26 | 27 | 28 | 29 | |||

Serra do Tepequém
No caminho para a serra, a paisagem vai mudando a cada quilômetro rodado. O cerrado e os igarapés que lembram o Pantanal vão, aos poucos, cedendo lugar à mata fechada. A meio caminho entre a capital Boa Vista e o Tepequém está o Amajari, mais conhecido por Vila Brasil. Um bom retrato da maioria dos municípios de Roraima: dos sete mil moradores do município, só dois mil estão na vila.
Em meio a tanto verde, uma imagem da destruição em nome de um sonho: a terra lavada e a erosão são os resultados de quase oitenta anos de exploração do garimpo. Os diamantes ficaram raros, as máquinas foram levadas embora, mas os últimos garimpeiros resistem no Tepequém. Entre um serviço e outro nas fazendas, eles insistem na busca da pedra grande, viciados na perseguição da riqueza. Se a natureza esconde a pedra grande, oferece dádivas aos moradores e aos visitantes. Frutas dão como mato. Uma farmácia natural oferece cascas, raízes e folhas. Do murici, por exemplo, se extrai um suco refrescante; da sucuba, um "leite" que é antibiótico.
Depois da pausa, mais subida. Sempre a pé, por caminhos estreitos onde, nos anos 30 e 40, nos áureos tempos do garimpo, passavam os comboios de bois que levavam mercadorias para cerca de dez mil pessoas. Chegar ao topo do Tepequém cansa, mas compensa. Do alto do "chapéu grande" se vê, ao longe, outros morros menores. E aos pés do Tepequém o grande vale que um dia já foi cratera de vulcão. Milhões de anos depois, a natureza se recuperou das lavas e transformou a região numa imensa área verde.
Conhecer o Tepequém é reviver um pouco a história de Roraima, e apreciar um dos lugares mais deslumbrantes do Estado.
Veja outros pontos turísticos: