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Forte de São Joaquim
Segundo o livro "Forte de São Joaquim do Rio Branco", de Alcir Gursen de Miranda, há divergência entre os historiadores quanto a data de construção do Forte. Porém, a história relata que dom José I, rei de Portugal, determinou, no final de 1752, ao governador do Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que se construísse o forte às margens do Rio Branco.
O início das obras datam de 1756, com a orientação do engenheiro capitão Felipe Sturn, que comandava as forças de Portugal no Norte do Brasil. Ele incumbido do trabalho, foi quem escolheu o local. Os muros eram construídos de pedra arenosa vermelha, a qual se encontrava no local ao lado do forte.
Na parte leste era formada de casamata à prova de bombas, sendo uma delas ocupada pelo comandante local. E, sobre elas estava os alojamentos dos soldados. Em linha reta para o forte, bem à margem (a construção foi na confluência dos rios Uraricoera, Itacutu e Branco), estavam a residência do real comandante e do frade, a igreja e pequenas cabanas de vaqueiros.
O local foi equipado com 10 canhões, sendo dois de bronze e oito de ferro. Os de bronze foram fundidos em Belém (PA), no ano de 1763. No início, a guarnição era composta por 30 soldados e muitos milicianos indígenas.
Estimam alguns historiadores que sua conclusão foi em 1775, mas oito anos antes já havia ali uma guarnição militar para estabelecer a ordem, fortificar posições e assegurar as novas fronteiras fixadas pelo Tratado de Madri.
O nome de São Joaquim foi adotado em virtude das terras ocupadas estarem dentro de uma fazenda do mesmo nome. Por determinação do capitão Sturn, escolheu-se a margem esquerda do rio Itacutu, na altura da confluência deste com o Uraricoera, sendo um local estratégico para defesa da soberania do povo e da região Amazônica e a 32 quilômetros de Boa Vista.
Em 1779 os portugueses já possuíam algumas povoações na bacia do Rio Branco e seus afluentes, e até já recrutavam para servir no Forte São Joaquim os índios Macuxi do rio Essequibo, cabeceira do Rupununi e dos da aldeia do lago Amacu. A partir da década de 1780, a expansão demográfica, com as fazendas de gado, tomava conta da área campestre circundante destes rios.
Muitos dos que vieram servir no Forte São Joaquim ficaram definitivamente em Roraima, casaram-se e passaram a dedicar a outras atividades, como a de fazendeiro, principalmente. Dentre os que vieram destacam-se o frei José dos Inocentes, capelão; major Carlos Batista Mardel; capitão Inácio Lopes de Magalhães; capitão Bento Brasil; sargento João Capistrano da Silva Mota e cabo Pedro Rodrigues Pereira.
Durante os anos de 1838 e 1839, a região foi explorada por uma expedição científico-militar que, partindo do Forte São Joaquim, foi ao Monte Roraima e dali a Esmeralda, no rio Orinoco, de onde, pelo canal do Cassiquiare, alcançaram a vila de São Carlos, no Rio Negro, descendo até a cidade de Moura e subindo o Rio Branco, retornando ao forte. Esta edificação e o conseqüente povoamento deu possibilidade de atrair as pessoas que vinham de diversas regiões brasileiras, com destaque aos militares que comandavam a guarnição.
Trecho de texto extraído do Jornal "O Diário" Caderno B do dia 24 de março de 2000.
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