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Fazenda São Marcos
A terceira fase de colonização no vale do rio Branco buscou introduzir o gado bovino. Embora o extrativismo florestal ainda fosse a atividade econômica principal para todo o século XIX, a criação de gado começou a ganhar importância.
Em 1787 chegaram a Roraima as primeiras cabeças de gado.As Fazendas Nacionais, criadoras de gado de corte, foram fundadas para prover a capitania de carne. O funcionamento efetivo das Fazendas Nacionais São José, São Bento e São Marcos não correspondeu às expectativas governamentais.
Em 1869, as Fazendas Nacionais diminuíram para duas e fazendas privadas somariam mais de 80, em 1885.
Em Roraima, a pecuária foi mais que uma atividade econômica. Ela fez parte de uma geopolítica de ocupação do território que compreende o Vale do rio Branco, palco de disputa entre ingleses, espanhóis, holandeses e portugueses até meados do século XIX. A colonização de fato ocorreu pela "pata do boi".
No começo do século XX apenas São Marcos era ainda uma Fazenda Nacional; as outras tinham sido ocupadas por fazendeiros, que iam desenvolvendo rebanhos privados em terras públicas. Em 1916, a fazenda São Marcos foi entregue ao SPI (Serviço de Proteção ao Índio), posteriormente Funai (Fundação Nacional do Índio),para ser administrada, embora o contato indígena com o gado já tivesse acontecido.
Alguns macuxi tinham adquirido uma certa familiaridade com o gado trabalhando para fazendeiros vizinhos. Naquele momento, a propriedade privada da terra se tornou diretamente relacionada à posse de gado: "o gado marcado era praticamente o único critério para garantir a titulação da terra".
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