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O Imponente Tepequém, em Roraima

Foto: Denisemirador del PaivaAmpliar imagem
mirador del Paiva

Nem tudo o que a natureza mostra nós percebemos. Nem tudo o que ela esconde deixamos de perceber. Tudo depende de ter atenção e olhos voltados para o que nos rodeia. Uma pescaria pode render bem mais do que peixes. Basta o pescador se integrar à natureza que o rodeia. Em Roraima, por exemplo, não há como não ver, a uma pequena distância e por uma estrada bem acessível, um dos mais belos pontos turísticos do Estado, A Serra do Tepequém, ou "Chapéu Grande" para os índios.

No caminho para a serra, a paisagem vai mudando a cada quilômetro rodado. O cerrado e os igarapés que lembram o Pantanal vão, aos poucos, cedendo lugar à mata fechada. A meio caminho entre a capital Boa Vista e o Tepequém está o Amajari, mais conhecido por Vila Brasil. Um bom retrato da maioria dos municípios de Roraima: dos sete mil moradores do município, só dois mil estão na vila.

Em meio a tanto verde, uma imagem da destruição em nome de um sonho: a terra lavada e a erosão são os resultados de quase oitenta anos de exploração do garimpo. Os diamantes ficaram raros, as máquinas foram levadas embora, mas os últimos garimpeiros resistem no Tepequém. Entre um serviço e outro nas fazendas, eles insistem na busca da pedra grande, viciados na perseguição da riqueza. Se a natureza esconde a pedra grande, oferece dádivas aos moradores e aos visitantes. Frutas dão como mato. Uma farmácia natural oferece cascas, raízes e folhas. Do murici, por exemplo, se extrai um suco refrescante; da sucuba, um "leite" que é antibiótico.

Depois da pausa, mais subida. Sempre a pé, por caminhos estreitos onde, nos anos 30 e 40, nos áureos tempos do garimpo, passavam os comboios de bois que levavam mercadorias para cerca de dez mil pessoas. Chegar ao topo do Tepequém cansa, mas compensa. Do alto do "chapéu grande" se vê, ao longe, outros morros menores. E aos pés do Tepequém o grande vale que um dia já foi cratera de vulcão. Milhões de anos depois, a natureza se recuperou das lavas e transformou a região numa imensa área verde.

A LENDA

Diz a lenda que um vulcão vivia zangado, lançando suas chamas a longas distâncias. O fogo derramava suas chamas serra abaixo e tudo virava cinzas. Árvores, bichos, tudo. Na maloca, o Tuxaua, preocupado com a sobrevivência de sua tribo, consultou o Pajé e se reuniram em volta da fogueira. Num gesto de renúncia, as três mais belas índias virgens da tribo se ofereceram em sacrifício

e se lançaram no fogo do vulcão, que aplacou sua ira. As lágrimas da três índias até hoje são encontradas em forma de diamantes em toda a Serra do Tepequém. Ao lado dessa imponente serra, três outras menores representam as três índias da maloca. Essa lenda conta bem o fascínio que a Serra do Tepequém representa desde os tempos em que era um dos eldorados do garimpo em Roraima. Encrustrada onde um dia foi um grande vulcão de 1.100 metros de altitude, a Serra do Tepequém possui um imenso vale cortado pelos igarapés Sobral e Paiva, que dão nome também às duas vilas - ou currutelas, como os antigos garimpeiros as denominam. A mais antiga delas, a Vila do Cabo Sobral, nos áureos tempos do garimpo, nas décadas de 30 e 40, chegou a ter uma rotatividade de quase 5 mil moradores, com infra-estrutura de comércio e até mesmo um pequeno "clube" onde os garimpeiros se divertiam. As ruínas desse tapiri ainda podem ser vistas na vila e as histórias ainda são contadas pelos poucos moradores que ainda resistem em ficar por ali, na maioria idosos.

É nesse ambiente cercado de magia e recheado de história que está localizada a Estância Ecológica Sesc Tepequém, um verdadeiro paraíso para quem ama a natureza. A estância é composta por três casas com total infra-estrutura para o turista. Todas elas são feitas em madeira, forradas e pintadas.

A primeira casa dispõe de nove compartimentos, que podem acomodar até 14 pessoas. O segundo imóvel tem 13 cômodos com capacidade para 19 pessoas. A terceira tem quatro dependências para proporcionar conforto a 12 pessoas. As casas são equipadas com toda a infra-estrutura para proporcionar o maior conforto aos visitantes, como móveis, antena parabólica e utensílios domésticos.

OS ATRATIVOS

Não é difícil avistar animais como tamanduás, jabutis, além de aves como gaviões, garças, araras e outros pequenos voadores que embelezam o caminho e podem render boas fotos para o álbum de recordações. O viajante também é brindado com uma vista de encher os olhos. Imensos buritizais encortinam a paisagem, formando um grande painel verde, de onde se ouve o tilintar de pássaros e, vez ou outra, pode-se deliciar com a revoada de centenas deles.

Depois de passar por todo esse deleite, chega-se ao trevo do Trairão, onde efetivamente começa a parte de maior aventura da viagem, que é a subida da serra.

Além da exuberância do visual serrano, com todas as suas belezas, o turista que gosta de aventuras não terá do que reclamar. O local é ideal para a prática do trekking (caminhada), já que as cachoeiras não têm acesso direto para carros. O turista mais incauto pode se aventurar numa subida ao platô, ponto culminante de toda a serra. Para tanto, é necessária a contratação de um guia e estar bem preparado fisicamente para caminhar por cerca de duas horas e meia por trilhas abertas no meio da mata. Nesse caso também, é bom não esquecer de levar um cantil com bastante água e alimentos energéticos como barras de amendoim, chocolate, entre outros.

Quem se aventura à subida tem uma das visões mais espetaculares da serra, avistando a enorme cadeia de montanhas que delimita a fronteira Brasil-Venezuela e o enorme vale que um dia foi a cratera do extinto vulcão.

Conhecer o Tepequém é reviver um pouco a história de Roraima, e apreciar um dos lugares mais deslumbrantes do Estado.

Clique aqui e veja imagens da região

Veja no link abaixo, informações do pacote

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PACOTES
  • Paquete Tepequem
  • DESCRITIVO DA VIAGEM

    Foto: Lena MatosSalto FunilAmpliar imagem
    Salto Funil

    Inclui:

    - Transporte de Boa Vista ao Tepequém;

    - Kit Primeiros-Socorros;

    - Hospedagem alojamentos com camas em beliches;

    - Alimentação para toda a viagem;

    - Seguro-viagem;

    - Acompanhamento de guia local.

    O que levar:

    • Tênis ou botas (pré-amaciados);

    • Par de chinelos tipo papete (excelente p/ caminhar e descansar);

    • Chapéu de pano ou palha com cordinha (aba larga)

    • Lenço para o pescoço;

    • 1 bermuda (melhor se for de lycra);

    • Roupas de uso pessoal;

    • Roupa de banho;

    • 1 par de tensor para joelhos ou joelheiras (recomendamos);

    • 1 blusa de frio de lã (não muito grossa, por causa do peso);

    • Lanterna e pilhas;

    • Canivete tipo suíço;

    • Óculos de sol;

    • Binóculos;

    • Máquina fotográfica e filme.

    Nível de dificuldade: baixo (não é necessário experiência, porém exige disposição e condicionamento físico mínimo);

    CONSULTE VALORES E MAIS INFORMAÇÕES


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